A Inteligência Artificial e o Futuro das Profissões

A chegada da Inteligência Artificial (I.A) está transformando o mercado de trabalho de forma profunda. Assim como na transição da máquina de escrever para os computadores na década de 80, e depois para os computadores pessoais na década de 90, agora está passando-se por uma nova fase, onde a I.A está substituindo ou modificando muitas profissões.

Ao longo do tempo, profissões como sapateiro, digitador, telefonista, telegrafista, vendedor de enciclopédias e leiteiro foram desaparecendo. No futuro próximo, outras profissões também poderão sumir, como caixas de supermercado, atendentes de telemarketing, operadores de máquinas de impressão, assistentes administrativos, professores, escrivães e delegados de polícia, tradutores, entre outros.

Muitas pessoas não percebem que, ao usar a I.A., estão alimentando essa tecnologia com conhecimentos de diversas áreas — como saúde, direito, informática, linguística, entre outras — o que permite que ela aja de forma autônoma, muitas vezes sem precisar de permissão. Essa autonomia pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal, e há relatos de que a I.A pode até desobedecer comandos humanos.

Pensando nas profissões que estão desaparecendo, é importante refletir: quem, em sã consciência, ainda contrataria um tradutor humano para traduzir um texto de inglês para português, por exemplo? A resposta é: quase ninguém, pois a I.A já faz isso com alta eficiência, alimentada com recursos específicos para essa tarefa.

Vamos pegar o exemplo do Escrivão de Polícia: antigamente, esse cargo envolvia fazer registros em livros cartorários, ouvir suspeitos, vítimas e testemunhas em depoimentos escritos — tudo feito manualmente, com máquinas de datilografia ou computadores. Futuramente, com a ajuda da I.A. e câmeras de vídeo, muitas dessas tarefas podem ser feitas quase automaticamente, reduzindo a necessidade de uma pessoa física para registrar tudo.

Outro cargo que tende a desaparecer é o de Delegado de Polícia. Além de investigar, esse profissional também faz a análise para a tipificação penal dos delitos. Com a integração de funções na I.A., o Oficial Investigador de Polícia (fusão do cargo de Escrivão e Investigador) fará as investigações, coletará todos os dados da Investigação e a tipificação penal será feita pela I. A, cuja análise será automatizada, eliminando a necessidade do Delegado, já que o filtro de legalidade e justiça continuará sendo exercido pela Promotoria de Justiça, o único titular da Ação Penal.

Na área da educação, os professores já enfrentam a substituição por plataformas de Ensino a Distância (EaD), que oferecem aulas de Língua Portuguesa, Inglês, História, Geografia e outras disciplinas, muitas vezes dispensando a presença física. Essa mudança traz vantagens econômicas para escolas e faculdades particulares, embora também gere preocupações sobre o papel do ensino presencial.

No mercado de trabalho, operadores de telemarketing também estão sendo substituídos pela I.A., que realiza esse trabalho de forma eficiente e rápida.

De modo geral, o avanço da Inteligência Artificial representa um grande progresso para a humanidade, impulsionando o desenvolvimento tecnológico, econômico e educacional. No entanto, é importante ficar atento às suas possíveis consequências. A preocupação não está apenas com o desaparecimento de profissões, que é uma evolução natural, mas com a autonomia crescente da I.A., que pode se auto programar, alterar padrões e decidir agir para o bem ou para o mal — uma capacidade que, até então, era exclusiva do ser humano.

Charlles Fúlvio Rocha Setúbal – Escritor

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